Palavra da Presidente

Presidente da ADPERGS, Juliana Lavigne. Foto: Sidnei Schirmer

Agosto de 2020, mês do lançamento de mais uma edição da RevistAdpergs. Nunca pensamos que estaríamos vivendo uma pandemia de impacto mundial, com alteração das rotinas e convivências de forma tão latente. Estamos desde março do corrente ano precisando nos adaptar a esta nova realidade. Iniciamos, assim, um dos anos mais difíceis da humanidade.

No início da pandemia, chegamos a duvidar da gravidade da doença, mas, em pouco tempo, passamos a acreditar na seriedade do problema. Começamos com um timoneiro, o que se perdeu em pouco tempo, e seguimos hoje lançados ao bom senso, muitas vezes inexistente. Mas precisamos achar um rumo e um fio condutor para as nossas ações.

Para tanto, nos reinventamos. O teletrabalho se fez uma realidade em pouco tempo e o atendimento presencial somente de forma protegida e excepcional. Estamos passando por uma verdadeira mudança de paradigma no acesso à justiça. O fato é que o medo e o desafio nos fez adiantarmos modalidades de trabalho e foi possível ver que esta nova forma se mostra efetiva e eficiente. Entretanto, algumas barreiras ainda precisam ser vencidas para que se possibilite o amplo acesso à justiça, especialmente aos grupos de maior vulnerabilidade.

População de rua, mulheres vítimas de violência doméstica, adolescentes internados, presos preventivos, dentre outras demandas, exigem que se pense em medidas de proteção. Para além dessas defesas, é necessário trazermos à discussão audiências de custódia, júris, audiências de instrução e acordos de não persecução penal, pois são temas sensíveis à Defensoria Pública e não podemos ceder na proteção das garantias constitucionais.

Mas a problemática do momento que vivemos não se resume à nossa atuação, mas também à postura que vem sendo adotada pelos poderes executivo e legislativo, nacional e estadual, ao submeterem projetos restritivos de direitos, especialmente penalizando servidoras e servidores públicos. Estamos vendo projetos serem submetidos à votação em regime de urgência e sem o necessário debate, já que a dificuldade de contato é evidente.

Os problemas estão postos e exigem nossa atenção. Ao menos podemos dizer que estamos fazendo a nossa parte. Defensoras e Defensores não pararam, não param e não pararão. Seguimos trabalhando tanto quanto antes, se não mais. Nunca fomos tão solidários e humanos, e seguimos espalhando solidariedade por todo o nosso Estado com a contribuição de cada uma e cada um que estão doando para a nossa campanha.

Estamos diariamente conectados e precisamos pensar nos impactos desta nova realidade à saúde mental. Mas a conexão também nos deixou próximos. Estamos realizando encontros que antes não seriam possíveis e palestras sobre os mais diversos temas e com inúmeras participações que talvez não conseguiríamos se fosse presencial. Seguiremos nos reinventando e, enquanto não pudermos nos reunir presencialmente, nos manteremos próximos por meio dos recursos digitais.

Esperamos que gostem da leitura e estamos sempre à disposição para auxiliar neste momento tão difícil pelo qual estamos passando.

#fiqueemcasa #adpergspróximadevocê

adpergs tarja
Juliana Coelho de Lavigne
Presidente



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